quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Sociedade Alzheimeriana



Com medo de se perder a democracia, a democracia se perdeu. Não existe liberdade de expressão sem uma sociedade verdadeiramente livre. Vivemos, hoje, uma alienação em massa.

Os jovens estão com Alzheimer. Não conhecem o passado e não se importam com o futuro. Vivem descompromissados num presente simulado. As gerações mais antigas, por sofrerem tanta repressão no passado e não vislumbrarem o futuro, optam por uma acomodação negligente. Um relaxamento egoísta. Porém, são vítimas de uma política retrógrada que programou meticulosamente o medo em cada um deles. A geração da hesitação. Do silêncio. Não acreditam na mudança e nem foram educados para fazê-la.

O que é discutido nos veículos de comunicação de massa? Thereza Cristina? Partidas de futebol? Sei que o entretenimento melhora a saúde do povo. Mas qual a dose desse remédio? Entretenimento em excesso aliena. A sociedade está anestesiada. Doente.

Grande ilusão acreditar que a massa tem acesso à informação. Internet? Redes Sociais? De nada serve ter a ferramenta quando não se conhece sua utilidade. O Facebook, ao menos no Brasil, é usado para propagar lixo, frivolidades, pensamentos vazios, além de preencher todo o tempo ocioso da mente para que ela não aproveite a oportunidade para pensar. Retrato de um povo zumbi que nem ladino é.

Por que a população sofre todos os dias com os serviços públicos e não faz nada? Andam de metrô como se fossem animais silvestres sendo traficados. Todos os dias. São humilhados nas emergências dos hospitais públicos, sem assistência, sem leito, sem dignidade. Todos os dias. Trabalham a vida inteira e não conseguem construir um futuro para seus filhos. Por quê? Anestesia mental. São todos prisioneiros de um sistema que infundi temor. Sem referências para reagir. Sem força para mudar.

Isso não é democracia. Liberdade de expressão é poder ser você mesmo. Não esta caricatura mal traçada de um modelo falido. Não existe democracia se apenas uma meia-dúzia têm consciência dela. É preciso que a sociedade inteira acorde. Existe luz lá fora. Saiamos dessa caixa.

É preciso parar de viver e consumir essa realidade inventada. Definitivamente não somos artistas. Paremos de representar. Caiam todas as cortinas. Que comece a era da verdade.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

2012


Chegou a hora de reafirmar a fé.
Entrar em sintonia.
Vibrar no mesmo ritmo dessa energia.
Chegou a hora de dizer sem precisar falar.
Consentir.
É o momento de escutar o som emitido pelo silêncio.
É agora.
É só agora.
A hora da transformação.
Da transmutação.
Do inevitável.
Engatilhar.
Virar a chave.
Seguir para vida.
Mudar.
É preciso encontrar a vibração que está no ar.
Que está em nós.
E se entregar.
Deixar-se levar.
Chegou a hora de viver verdadeiramente.
Não há espaço para mentiras.
Devemos revelar.
Jogar o oculto no meio da luz.
Nos atirar.
O mundo vai acabar.
O mundo que criamos.
Que inventamos.
O mundo real renascerá.
Então aproveite essa oportunidade.
Se jogue.
Mergulhe.
Voe.
É hora de abrir os braços.
O tempo de cruzá-los passou.
Morrer de braços abertos significa ressuscitar.
É hora de entender a unicidade das coisas.
Somos um.
Um.
1.
O próximo, o outro, aquele, são todos você mesmo.
Comece agora.
O que não muda, morre.
Ouça sua intuição.
Ela é a única verdade.
Não desconfie do deus que há em você.
Acredite no ser maravilhoso que você é.
Ajude.
Ampare.
Contribua.
Deixe essa luz brilhar.
De dentro pra fora.
Essa é a ordem da transformação.
Começa em você.
E contagia.
E se lastra.
Invade.
Inunda.
Feche os olhos.
Você verá muitas coisas.
Observe.
Sinta a vibração.
Acredite em você.
Não tenha medo.
Acredite que tudo vai melhorar.
Tudo vai melhorar.
Tudo.
Vai.
O que não puder melhorar será extinto.
Governos, sistemas, pessoas...
Você pode melhorar.
Acredite nisso.
Bola pra frente.
Nada vai parar.
Reflita.
Mas seja rápido.
A mudança tem urgência.
É agora.
Entre em harmonia.
Observe suas células.
A natureza está em você.
Observe o planeta.
Você está na natureza.
Vibre com ela.
No ritmo dela.
No ritmo dela.
No ritmo dela.
O que está em harmonia com a natureza é chamado de natural.
Seja natural.
Sorria.

Que venha 2012.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Os maconheiros da USP e os agressores de Monalisa Perrone: anencéfalos sem causa



O futuro do Brasil está nas mãos (ou melhor, nas atitudes) de uma juventude de filhinhos de papai. Uma minoria mimada, maconheira e estúpida. Ocorre na USP uma rebelião de anencéfalos sem causa. Para ilustrar sobre quem estou falando, essa juventude é a mesma que agrediu a repórter Monalisa Perrone, quando transmitia ao vivo informações sobre o estado de saúde do ex-presidente Lula. Aquele que pouco – ou nada – fez pela formação de jovens verdadeiramente politizados neste país.

Segundo o redator e analista de mídia Flavio Morgenstern no blog “implicante”, o agressor militante de causa alguma do movimento Acampa Sampa, disse que o que fez foi pessoal.  

 Na verdade, foi uma ação independente e individual. Um amigo meu, que tem um canal no Youtube, me avisou que a Globo estaria lá. Quero provar para as pessoas que todo mundo tem voz.”

Quer provar que todos têm voz, mas quando derrubou a repórter e ficou de frente para a câmera sendo ouvido por milhões de brasileiros, o máximo que conseguiu balbuciar foi “algo próximo de um Ya!.

A revista VEJA desta semana fez uma matéria sobre este caso USP, intitulada de “A rebelião dos mimados”. A reportagem de Marcelo Sperandio deixa claro que tudo não passa de uma reivindicação de um bando de mimados riquinhos querendo fumar maconha em paz.

Tudo porque eles querem – mas, coitadinhos, a lei não deixa – que o campus da Universidade de São Paulo não seja mais policiado pela PM e se torne um território livre para fumar maconha.”

Por que comparo um fato com outro? Flavio Morgenstern me ajuda a cotejar:

“Sobre a possibilidade de Monalisa registrar um boletim de ocorrência, o agressor não demonstrou arrependimento. “Eu não tenho medo, eu não quero dinheiro. Eu quero mesmo que ela faça o boletim de ocorrência e que venha a Polícia Federal agora me pegar.” Mas por que isso me lembra a FFLCH, em que armam uma porradaria pra PM, só para ela ser obrigada a pedir reforços, e depois reclamarem que houve “repressão” por parte da polícia? Se afirmamos isso, somos considerados conspiracionistas.”

E ainda: Se a Globo quiser me processar, temos uma equipe de 40 advogados apoiando o movimento, afirmou o meliante. Como assim? Ele age em causa própria e conta com o amparo de 40 advogados da entidade que não representa?

Eles querem é confusão! Querem fumar a maconha deles em paz! São os mimados, filhinhos de papai, que chegaram à faculdade mas não querem estudar. Querem algazarra. Querem agredir e depois se fazer de vítimas. Querem se juntar por qualquer razão sem ideologia e provocar a polícia. Depois dizer que são vítimas de repressão.

O pior é que esses jovens delinquentes são os únicos que vão para a rua lutar pelos seus “direitos”. Isso é que entristece. Tudo bem que isso não é marcha, não é movimento político; é só birra de moleque mal educado e drogado. Vagabundos universitários. Saem dali e entram em seus carrões e voltam pra casa da mamãe e do papai. Mas são os únicos que fazem alguma coisa. Representam toda uma geração. Representam a juventude brasileira. Que vergonha!

Esses selvagens anencéfalos sem causa são o futuro do Brasil. A foto acima é do agressor de Monalisa Perrone. A foto acima é a imagem da juventude brasileira. Precisamos mudar essa imagem.

Fontes:
Revista Veja edição 2242 – ano 44 – nº45, 9 de novembro de 2011. pág 103 – Reportagem de Marcelo Sperandio.
Site Implicante: www.implicante.org / Blog / “Agressor de Monalisa Perrone é “muito politizado” e sustentado pela mãe. Por Flavio Morgenstern
Foto: por Bárbara Magalhães, no blog Te Dou Um Dado.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Por que as pessoas têm medo de avião?


O homem, em sua completa estupidez, acredita que pode driblar a morte. Evitá-la. Proteger-se dela. Achamos que podemos, com nossa inteligência e competência, impedir que a morte nos pegue. Pura ilusão. Bobagem. Gostamos de acreditar nisso.

Quando caminhamos pelas ruas de nossa cidade alimentamos a fantasia que ser atropelado ou baleado é muito improvável, assim como passar na frente de um restaurante que resolve explodir. Andando pelas ruas podemos correr, se esconder, atravessar, enfim, podemos evitar a morte.

Quando andamos de carro ou ônibus estamos seguros. Somos bons motoristas, criamos o cinto de segurança, o air bag, estamos no chão, podemos frear, desviar, enfim, podemos evitar a morte.

E por aí vai. Vivemos uma grande ilusão que, quando depende de nós, podemos continuar vivos.

Quando entramos em um avião, calamos. Todas aquelas frases prontas, justificativas e desculpas silenciam. Nos deparamos com a verdade nua e crua: podemos morrer. Ainda assim, nos mantemos arrogantes. Podemos morrer porque não depende de nós. Eu não posso fazer nada. E se pudesse? E pode?

Temos medo de avião porque somos obrigados a conviver, mesmo durante poucas horas, com a certeza de que somos frágeis e vulneráveis. Que não somos nada. Não podemos evitar nada. Entregamos nossa vida nas mãos de um piloto, um co-piloto e muita tecnologia. Ainda assim, achamos pouco. Queremos um paraquedas individual, queremos estar na cabine palpitando, ajudando, queremos chegar logo. Pousar.

A certeza que temos quando estamos voando devemos ter sempre, em qualquer lugar. Somos frágeis. Morrer ou viver não depende de nós. Viver é um risco. Evitar isso é o mesmo que morrer.

Sim, tudo pode acontecer. Sempre. E, quando acontecer, você não vai poder fazer nada. Esteja onde estiver. Sentir medo de avião pode até ser inevitável, mas morrer, com certeza é.

O que você "faria"?




Se as pessoas que o Rafinha Bastos “comeria” se ofenderem e quiserem processá-lo por injúria, imagina as pessoas que ele realmente comeu. É crime confessar em rede nacional que você “faria” alguma coisa? Pois foi o que aconteceu com Rafinha Bastos. Ele disse que “comeria” ela e o filho dela. Comeria. Não comeu. Não come. Não vai comer. Comeria. 

Quanto alarde por causa de uma confissão infeliz. Não quero defender o Rafinha. O que ele disse foi uma asneira. Uma idiotice. Eu não comeria. Mas quero defender minha liberdade de pensamento e questionamento.

Podemos todos falar asneiras na televisão, aliás, é isso que mais é feito por lá. Podemos todos nos sentir ofendidos com as asneiras que são ditas na televisão. Só não podemos é mexer com os poderosos. Pessoas de influência. Os intocáveis.

A Constituição Federal diz que é livre a manifestação do pensamento, mas é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem. É mesmo? Será? Você, pobre mortal, já buscou e conseguiu qualquer um desses direitos? A lei não é para todos. Serve apenas para favorecer uma elite soberana.

Poderosos podem ofender o povo. Mas o povo não pode ofender os poderosos. Essa é a questão. Só uma sociedade diagnosticada com morte cerebral, de tanto ser doutrinada pela escola, governo, igreja e família, condena a liberdade de expressão, defende a desigualdade e ridiculariza aqueles que se expressam livremente.

Antes de defenderem a honra de uma fulana, defendam a sua honra. Não se deixem influenciar pela elite intocável que injeta na população um ponto de vista e usa a massa manipulada para transformar esse ponto de vista em verdade absoluta. Não caiam nessa e não sabotem as poucas mentes pensantes desse país que praticam a livre manifestação do pensamento, pois graças a essas pessoas que a democracia não cai em desuso.

Se fulana quer processar beltrano, que processe. Mas não se deixem contaminar. Não alimentem esse poder dos fortes sobre os fracos. Pois você faz parte do lado menos favorecido e, quando menos esperar, estará na cadeia porque o poderoso sicrano se ofendeu quando você disse que “lutaria” pelos seus direitos, se “revoltaria” contra o governo, se “defenderia”, “amaria”...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Eu votei no Bolsotário

foto: Sérgio Marques

Eu votei no Bolsotário. Diante de tanta expressão de ódio, confessar que eu ajudei a elegê-lo requer muita coragem. O que vão dizer meus amigos gays? Acalmem-se meninas, eu explico. Bolsotário me fascina. Ele é a representação da ignorância suprema, um fascista mergulhado na burrice da sinceridade. E gente como ele tem que estar exposta. As pessoas precisam saber que existem reacionários no poder, mas muitos estão ocultos, camuflados, disfarçados sob o cinismo. Eleger Bolsotário é levantar o tapete da política para ver os vermes que lá estão escondidos há décadas. Na luz é mais fácil combater o direitismo, essa patologia brasileira histórica.

Será que teríamos tanto avanço nas votações relacionadas aos direitos dos homossexuais se não fosse o escândalo Bolsotário? Qualquer um que votar contra será comparado com o homofóbico machão-mor parado no tempo; e nenhum político quer que arranquem sua máscara. Continuarão retrógradas, mas acovardados diante a exposição de Bolsotário.

Votar em Bolsotário é como mostrar o corpo de Bin Laden. Não adianta os homossexuais conquistarem seus direitos sem mostrar a ridicularização daquele que é a imagem da estupidez. É preciso desmoralizar a moralidade dos déspotas. É preciso ter um corpo. Personificar o preconceito. É preciso ter Bolsotário.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Casamento da Lady Kate - Parte 6

- Tem uma barata no meu pescoço, mata pra mim. Eu não posso me mexer.
- Onde? Não to enxergando nada.