Com medo de se perder a
democracia, a democracia se perdeu. Não existe liberdade de expressão sem uma
sociedade verdadeiramente livre. Vivemos, hoje, uma alienação em massa.
Os jovens estão com Alzheimer.
Não conhecem o passado e não se importam com o futuro. Vivem descompromissados
num presente simulado. As gerações mais antigas, por sofrerem tanta repressão
no passado e não vislumbrarem o futuro, optam por uma acomodação negligente. Um
relaxamento egoísta. Porém, são vítimas de uma política retrógrada que
programou meticulosamente o medo em cada um deles. A geração da hesitação. Do
silêncio. Não acreditam na mudança e nem foram educados para fazê-la.
O que é discutido nos veículos de
comunicação de massa? Thereza Cristina? Partidas de futebol? Sei que o entretenimento
melhora a saúde do povo. Mas qual a dose desse remédio? Entretenimento em
excesso aliena. A sociedade está anestesiada. Doente.
Grande ilusão acreditar que a
massa tem acesso à informação. Internet? Redes Sociais? De nada serve ter a
ferramenta quando não se conhece sua utilidade. O Facebook, ao menos no Brasil,
é usado para propagar lixo, frivolidades, pensamentos vazios, além de preencher
todo o tempo ocioso da mente para que ela não aproveite a oportunidade para
pensar. Retrato de um povo zumbi que nem ladino é.
Por que a população sofre todos
os dias com os serviços públicos e não faz nada? Andam de metrô como se fossem
animais silvestres sendo traficados. Todos os dias. São humilhados nas
emergências dos hospitais públicos, sem assistência, sem leito, sem dignidade.
Todos os dias. Trabalham a vida inteira e não conseguem construir um futuro
para seus filhos. Por quê? Anestesia mental. São todos prisioneiros de um
sistema que infundi temor. Sem referências para reagir. Sem força para mudar.
Isso não é democracia. Liberdade
de expressão é poder ser você mesmo. Não esta caricatura mal traçada de um
modelo falido. Não existe democracia se apenas uma meia-dúzia têm consciência
dela. É preciso que a sociedade inteira acorde. Existe luz lá fora. Saiamos
dessa caixa.
É preciso parar de viver e
consumir essa realidade inventada. Definitivamente não somos artistas. Paremos
de representar. Caiam todas as cortinas. Que comece a era da verdade.





